Febre em Olinda, leques viram instrumento para acompanhar orquestras no carnaval; VÍDEO
Leques aliviam calor nas ladeiras de Olinda e impulsionam vendas nas ladeiras Quem circulou por Olinda nos últimos dias de carnaval percebeu que um acessório ...
Leques aliviam calor nas ladeiras de Olinda e impulsionam vendas nas ladeiras Quem circulou por Olinda nos últimos dias de carnaval percebeu que um acessório em especial tomou conta das mãos dos foliões: o leque. Colorido, estampado e sempre em movimento, o objeto virou uma forma de expressão, acompanhando músicas, reações e momentos de celebração (veja vídeo acima). ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O operador de telemarketing Renan Tavares, de 25 anos, contou que bater o leque junto com a orquestra de frevo se tornou parte do carnaval e é uma forma da população LGBTQIAPN+ se encontrar no bloco. "A gente sempre bate o leque na batida da música ou da orquestra como um complemento. Quando estão começando o batuque do frevo, em Olinda, e a gente começa a bater - só de falar nisso eu tô me arrepiando - pra mostrar que estamos aqui e juntos. Tudo o que o leque veio mostrar para a gente é uma coisa boa", disse. De acordo com Renan, além de ser um instrumento de resistência, o leque ajuda a refrescar. "A gente adaptou o leque para a gente para a gente ter a noção e mostrar que estamos em todos os lugares. O boom do leque veio para a gente reforçar que estamos em todo lugar", afirmou. As amigas Sofia, Eduarda, Ellen e Heloísa, todas do Recife, também não largaram o leque durante a folia. Para elas, o acessório já faz parte da linguagem do carnaval. “Bater leque é uma expressão. Está feliz? Bate o leque. Aconteceu algo? Bate o leque”, explicaram. Leques viram instrumento para acompanhar orquestras no carnaval de Olinda Alice Albuquerque/Letícia Maria/g1 Comércio O sucesso do acessório se refletiu até nas vendas. O comerciante Genival Cunha, que trabalha todos os anos no Carnaval de Olinda, contou que este ano decidiu apostar exclusivamente nos leques. “"Vi que muita gente estava de leque, achei que ia sair e está saindo bem demais”, disse. Segundo ele, foram levados para a rua, no início da festa, cinco pacotes com 12 unidades cada, e quase todos foram vendidos. Os preços variam entre R$ 20 e R$ 25 e, de acordo com Genival, os modelos mais procurados são aqueles que trazem alguma bandeira relacionada à comunidade LGBTQIA+. É o caso dos amigos Matheus, Igor e Daniel. Para eles, o leque ganhou um significado que vai além da estética e representa identidade e força para a comunidade. “Todo gay tem que ter um leque. É empoderamento, é resistência”, disseram. Segundo o vendedor Genival, os modelos de leques mais vendidos trazem bandeiras LGBTQIA+ Letícia Maria/g1 VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias